Caminhada à paulistana

Enquanto Kátia toma mais uma dose de hercept (uma certa medicação pós-quimio), saí pra sacar uma grana, que vou usar para pagar o cuidador do Billy; a Dolores, que vai dar um tapa em casa, e mais um pouco pra gastar nos primeiros dias de Bahia. Férias. O saque seria da Caixa Econômica Federal, mas … Continue lendo Caminhada à paulistana

Na sala de espera do hospital

Na sala de espera do hospital, os entretenimentos continuam os mesmos. As várias revistas velhas, dentre as quais Veja, Isto É, Dinheiro, Caras e Exame, para folhear e a TV (que faz mais sucesso que as outras opções) que chama a senha do atendimento enquanto exibe, em volume mínimo, o canal mais assistido do Brasil. … Continue lendo Na sala de espera do hospital

O que escondem (ou transparecem) as palavras de baixo calão?

Sim, nós vamos descer o nível aqui, para poder avaliar de onde vem os tais 'palavrões', que gostamos tanto de falar, ao passo que, são tão demonizados por conservadores e recatados. Todo palavrão é fruto de uma mistura de tabu com homofobia ou misoginia. Utilizamo-nos da obscenidade literal para expurgar algo de nossas vidas, para comemorar uma conquista … Continue lendo O que escondem (ou transparecem) as palavras de baixo calão?

A era da música de plástico

Há tempos estamos inseridos à era plástica das linguagens artísticas. No sentido mais artificial da palavra. A cultura popular e a arte ganharam outra conotação. O que era tradicional foi transformado em artigos embalados que despertam o desejo de aquisição. Tomou forma, foi promovida a consumo e conquistou a atenção até dos mais conservadores, hoje, … Continue lendo A era da música de plástico

Dilma e sua representação feminina incômoda

E a ausência de respeito mínimo para com a mulher, a mãe, a avó, a idosa, a presidentA do Brasil por quase seis anos Concordo com os dois textos (A máquina misógina e o fator Dilma Rousseff na política brasileira e Presidenta Dilma, politicamente violentada e invejada) da Marcia Tiburi, sobre como o machismo e … Continue lendo Dilma e sua representação feminina incômoda

Rap: o orgulho da música brasileira contemporânea

O gesto do punho, com a mão aberta, descendo e subindo, marcando o tempo da batida da base, é um só para centenas de jovens, não necessariamente rappers, mas também hipsters, hypes, culturetes ou coadjuvantes dos versos que contam as histórias de uma grande massa de cidadãos excluídos. São palavras duras que desmascaram a realidade que ninguém quer ver e nem ouvir. Viva o rap!

Foco na missão: perfil e entrevista com Rashid

Rashid: palavra de origem árabe que significa “justo, honesto”. Mas é também a alcunha artística para Michel Dias Costa, rapper paulistano de 28 anos e 15 anos de carreira Em uma segunda-feira de tarde ensolarada, marcada pela alegria juvenil de um poeta urbano, claramente feliz ao receber outro ser urbano de mochila nas costas – … Continue lendo Foco na missão: perfil e entrevista com Rashid

Servir – Uma herança maldita da escravidão

Segundo o dicionário Houaiss, SERVIR, significa: 1.trabalhar em favor de (alguém, uma instituição, uma ideia etc.) Exs.: o cardeal servia com fidelidade a Igreja e o rei servia à causa do partido. 2.encarregar-se do funcionamento ou da atividade (de algo) Exs.: servia (a)o tribunal de 10 às 17 horas aqui, ser presidente é tanto administrar … Continue lendo Servir – Uma herança maldita da escravidão

Pichação: arte ou vandalismo? Ou, “Pixo”: desmistificando a arte marginal

"...hoje a aula estava ótima! O menino disse na sala que a pichação paulistana é arte, porque possui um estilo próprio de fontes e caracteres e que nem em Nova Iorque é assim (...) e muitos na sala não concordaram, achando que isso é um absurdo, e que é vandalismo..." – este foi o relato … Continue lendo Pichação: arte ou vandalismo? Ou, “Pixo”: desmistificando a arte marginal

Despublicidade – a funcionalidade do estereótipo nas propagandas

O machismo e o papel da mulher nos anúncios de produtos voltados ao cotidiano da sociedade. Público alvo: todxs. Uma imensa massa de propaganda machista nos é despejada diante dos nossos olhos e ouvidos todos os dias. O repertório do ataque é variado: TV, Internet, rádio, outdoors, banners dos bares e supermercados, panfletos e até … Continue lendo Despublicidade – a funcionalidade do estereótipo nas propagandas

Um aceno sincero aos blocos de São Paulo

Quarta-feira de cinzas. Vale sim, textão sobre o carnaval e o comportamento da cidade Há quem não goste de carnaval. Eu, não gosto. Mas o que eu não gosto, no carnaval? A globeleza, a transmissão ao vivo dos desfiles e os eternos shows de axé na Bahia que ganham cobertura total nos canais de TV. … Continue lendo Um aceno sincero aos blocos de São Paulo