A sociopatia do pseudo-machismo

O mundo é machista. As mulheres e os homens. Atualmente, as feministas alegam que o machismo chegou ao fim e é ultrapassado, e eu descobri que não concordo com este tal “machismo” impregnado no vocabulário da mulherada. Sim, da mulherada, porque no vocabulário do homem nunca precisou estar, e foi seguindo um certo fluxo.

Nunca houve machismo, não como é o feminismo, que ganhou espaço depois da década de 1960, com as mudanças do mundo e um grito uníssono de liberdade. O que sempre ocorreu e ainda há resquícios, é uma postura doentia de superioridade por parte do homem, a qual recebeu o nome de machismo, que diz respeito a uma sociedade totalmente patriarcal.

Desde o princípio da humanidade, a mulher é tratada como um ser ‘não-humano’ e nesta sociedade em que vivemos, nada se alterou muito, pelo menos com relação ao respeito.

O machismo do século XXI tem de ser renovado. O homem, machista que deve ser, tem que mostrar as suas fraquezas, os seus anti-desejos. Calma.

Precisa dizer que não tem dinheiro a uma mulher e que por isso não pode pagar aquela conta ou fazer aquele programa.

Está na hora de negar a transa quando não se tem vontade, dizer que é casado ou que é compromissado e que quer mesmo é a mulher que o espera cheia de ternura, e então, parar de cumprir tabela só para dizer que é ‘macho’. Ser macho é dar a prioridade à mulher, o assento do coletivo, a fila do banco, entender os desencontros hormonais da fêmea.

Homem de verdade vai ao médico mais de uma vez por ano se for necessário. Assume a fraqueza do estresse do trabalho, dá a passagem no trânsito, assume o erro da conversão perigosa e a consequente multa.

Bater no peito como um gorila é tão ultrapassado quanto abusar de uma mulher no coletivo. Assumir os erros olhando nos olhos do prejudicado(a) é fundamental para se sentir mais masculino.

Homem que é homem diz, “estou fraco” e às vezes “sou fraco”, e ainda entende que as meninas são muito mais fortes, porque apesar da lenda da fragilidade, dirigem, trocam pneu, têm bebês, depilam-se, usam salto alto, ‘fazem a feira’ e carregam as crianças no colo. Mulher frágil, só para o pseudo-machista devidamente ultrapassado em seu tempo.

Ser macho no século XXI, é cuidar da criança, botar o lixo na rua, lavar a louça, fazer comida, não depender da mãe ou da esposa para sanar a fome, lavar a panela de pressão sempre, fazer compras no supermercado, lavar o carro, levar na escola, levar os mascotes para passear, chorar diante de um filme ou de um cão abandonado, sentir-se cansado, ter dor de cabeça e dormir um pouco, como todo ser vivo. Não importa a orientação sexual.

E tudo isso deve acontecer sem se ter um “movimento machista”, assim como tivemos um “movimento feminista”, cujo evento nunca deveria ter havido, pois o devido respeito, nunca deveria ter sido perdido.

O que temos que ter é o respeito pelo ser humano tão desgastado em sua rotina, seja urbana ou rural.

O machista tem sim é que se defender enquanto homem, sem ter medo de deixar aparente as suas mazelas, seus medos e as suas vontades enquanto “bicho-macho”.

4 comentários sobre “A sociopatia do pseudo-machismo

  1. Os problemas que vejo dos padrões de macho para sociedade, é que o homem tem que ser uma maquina, uma montanha sem fraquesas sem instabilidades, sem problemas.
    Levando a vida ao estilo video-game do começo dos anos 90, pra frente e soco forte, sem pensar, sem sentir com a função de ser uma engrenagem forte que faça a maquina do sistema funcionar!

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  2. Concordo com quase todas as vírgulas desse texto. Só acho que o feminismo precisou existir num determinado momento, como voz à uma minoria.
    Hoje não faz mais tanto sentido, assim como espero que um dia o movimento negro ou gay também não faça mais.
    Mas isso também ficou implícito no seu texto. Gostei dele. Parabéns!
    Abraço

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  3. Rafa, foi exatamente neste sentido que eu quis dizer sobre o movimento feminista, ele nunca deveria ter existido, porque nunca deveria ter precisado, assim como outros. Você entendeu certinho! hehehehehe
    Obrigado e volte sempre!

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