13 erros da esquerda contemporânea

1 – Acreditar que o PT, atualmente, ainda é um partido de esquerda. É quase que uma crença infantil. O Partido dos Trabalhadores tem uma linda história de esquerdismo e resistência, porém, com o passar do tempo, ao atingir o seu objetivo (o poder), ou foi compelido a fechar alianças conservadoras e anti-progressistas, ou entregou mesmo os pontos porque chegou onde queria. Problemas que a democracia nos impõe;

2 – Desrespeitar o trabalhador / cidadão comum que possui um discurso direitista copiado da TV e das manchetes de jornais e revistas. Normalmente o esquerdista se diz esclarecido, se  “auto-diferenciando” dos reacionários que acreditam tão somente nos poderes da religião, do militarismo e do capital.

Acontece que as pessoas são influenciadas o tempo todo. É preciso ser paciente e saber dialogar com quem não tem acesso a todo tipo de informação. Afinal, a diversidade de opiniões é um princípio socialista;

3 – Acreditar que não há corruptos na esquerda. O ser humano é corruptível. Vide líderes religiosos de tudo que é igreja. Prega-se o bem, o amor ao próximo e o respeito, mas as tentações são mais fortes que os próprios agentes da palavra de fé;

4 – Se achar no direito de saber mais que os outros. Algumas pessoas de esquerda pensam que são os donos absolutos da verdade. São carregados de arrogância e prepotência, porque realmente acreditam que sabem mais que o garçom, o idoso ou o colega ao lado;

5 – Faltar com o devido respeito com quem lhe serve. Tratar mal o garçom, o taxista ou o tiozinho da limpeza, é coisa de direitista escroto. Fique de olho. Cada pessoa é um mundo que tem muito a ensinar sobre suas experiências. Além disso, vale o “bom dia”, “boa tarde”, “com licença”, “até logo”, “tchau”. E se caso houver truculência do lado lá, vale sempre, o diálogo;

6 – Achar que um dia a direita será banida do mundo. Bora acordar? Sem a burguesia, a esquerda jamais existiria. E se caso a direita fosse extinta, o mundo cairia numa mesmice conservadora, precisando então, da criação de uma nova esquerda. A luta continua para sempre, companheiro!

7 – Igualar-se ao direitista numa discussão. Seja numa rede social ou ao vivo. Bater boca, descer o nível, sem ao menos ouvir e falar pausadamente, é perda de tempo e não o torna um bom progressista. O embate, essa luta armada de palavras, são práticas que não levam a lugar algum;

8 – Não ler e não estudar autores essenciais. Quer educar e mudar o mundo como? Só é possível se estiver munido de argumentos, e esses se constroem a partir da entrega ao conhecimento, praticando em paralelo, o compartilhamento dessa bagagem;

9 – Acreditar que Pragmatismo Político, Revista Fórum e DCM são as fontes mais confiáveis do mundo. Lembre-se: ao compartilhar informações em sua time line ou na mesa do bar, sem um contexto de crítica àquela opinião é porque você acredita nela.

A mídia de esquerda é sim, assumidamente tendenciosa e muitas vezes mente em benefício de um partido. É preciso ler várias fontes antes, principalmente as oficiais, antes de concluir que uma ou outra informação seja verdade. O resto é jogo de compartilhamento;

10 – Não ir a manifestações, não participar de nada e ficar só atacando o indignado mimado no Facebook. Isso se compara a bater panelas na janela do apartamento. Segure aqui a minha mão acomodada, companheiro;

11 – Não respeitar religiões, por achar que “deus não existe e eu sou inteligente por isso”. As religiões tem uma contribuição histórica de equilíbrio humano e social muito maior que a de partidos políticos. Falhas nas religiões e partidos políticos são intoleráveis e devem ser questionadas, porém, ei de se praticar o respeito às crenças e diversidade entre elas, principalmente no Brasil;

12 – Complementando o item 4: Acreditar que a esquerda pertence somente à academia universitária. Isso é arrogância, tanto que o maior líder de esquerda que este país já teve (há mais de 30 anos) não possuía diploma universitário. É importante respeitar os menos estudados que possuem ou não um inclinação à esquerda;

13 – Não se questionar. A esquerda vive de questionamentos, se não, jamais seria esquerda. Não há verdade absoluta para esta posição política. A cada dia devemos ter um novo questionamento, que nos mostre o caminho do bem estar coletivo, além de tratar cada pessoa com respeito à sua individualidade, ao seu mundo, à sua história de vida. Questionar-se sempre. Isso mantém a esquerda viva.

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