Sobre

Fiquei postergando por alguns meses até que me desse coragem para “re-lançar” de forma adulta, o que foi um canal de desabafo em minha adolescência universitária: Um blog.

Agora com um pouco mais de disciplina, mas não muito, porque de disciplina, eu já estou bem servido.

O que mais me preocupava antes de voltar a ativa era como esta pagininha seria recebida perante um público que eu já conheço e que já me conhece.

E por que eu traria a público toda essa vontade de me manifestar frente a assuntos que incomodam um ser urbano que vaga por este mundo metropolitano, tão cheio de contradições, maravilhas e dissabores?

Não é uma auto-análise, sei que gosto dos assuntos de cidade grande, do que me aflige e do que te aflige, mas me faltava gritar, me faltava expor, me faltava espaço, e isso, por incrível que soe ao meu e ao seu ouvido, São Paulo oferece pouco, e por isso, recorro a este espaço.

Sobre o público leitor… Deixei de me preocupar.

A cada dia que passa, tento me livrar de preconceitos que me julgam ou que eu julgava ser importantes para as minhas expressões.

A proposta é outra: é expor tabus, é colocar em pauta o dia-a-dia solitário (mesmo rodeado de gente) de cada paulistano. É abrir o zíper da boca de cada um, resgatando o indivíduo do anonimato funcional, de um simples pagador de impostos.

Espero despertar de forma altiva, porém gentil, o orgulho de ser um paulistano que requer os seus direitos, que pretende rediscutir os seus deveres, no seu espaço, manifestando-se.

Assim, com o sentimento de dever cumprido, eu posso não me preocupar com o leitor, porque o insatisfeito é livre, pois basta um clique para deixar de me ouvir (ler) e procurar outra coisa por aqui, um pouco mais, ou menos interessante. Você é paulistano, você é liberto e cheio de opções.

Muitos não lerão, acharão interessante e valorizarão a iniciativa. Muito não lerão e vão descer a lenha. Muitos lerão e manterão silêncio, outros vão querer discutir com um copo na mão, eu posso aceitar, ou não, por estar pensando no próximo texto.

Vou falar de coisas do cotidiano (trânsito, criminalidade, política pública, etc.), vou falar da arte, tão presente nesta cidade e em nosso cotidiano (música, agendas, críticas, crônicas, experiências presenciais), vou comparar as metrópoles que eu conhecer.

Vou errar, vou acertar, vou tentar ser coerente, vou sumir e vou voltar, mas eu vou avisar. São Paulo é assim, não se sai sem avisar. Mas não vou deixar de me expressar.

Alguns textos (poucos), que gosto muito, resgatei do antigo blog, com os seus comentários. Alguns eu melhorei e trouxe de volta para cá, para registro e memória.

Detalhe importante: Sou paulistano nato, periférico da Zona Sul de São Paulo (Pedreira). Já fui diademense e agora sou zonalestense. Quero ser respeitado pelas minhas andanças. Salvo as ironias, o que digo aqui é sério e cheio de repertório (sub)urbano.

Uso e usei muito mais a megalópole para trabalho, estudo e lazer, por isso sou um cidadão urbano e observo muito do que acontece entre nós, os construtores do cotidiano dito “civilizado”.

O Ser Urbano está no ar e os bem-intencionados como este, são bem-vindos. Entre e fique à vontade.

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